Publicado em 20 de setembro de 2019 por Laura Quariguazy - Notícia
50 milhões de abelhas morrem no Brasil em um mês
As abelhas morreram em decorrência do uso do inseticida fipronil, usado em lavouras de soja na região

Cinquenta milhões de abelhas (ou, em números, 50.000.000 de abelhas) morreram em Santa Catarina apenas no mês de janeiro, todas vítimas da utilização de um pesticida chamado fipronil.

As informações iniciais foram apuradas pelo Ministério Público do estado de Santa Catarina. O inseticida fipronil, causador das milhões de mortes, é muito usado em lavouras de soja na região.

Com informações da BBC Brasil.

Por que a morte das 50 milhões de abelhas é um problema?

A substância fipronil já foi proibida em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul, pois diversas pesquisas comprovam o quanto ela é prejudicial para as abelhas – atacando diretamente seu sistema nervoso central.

A morte do meio bilhão de insetos é alarmante pois as abelhas são responsáveis pela polinização das plantas na natureza, garantido sua reprodução. Sem elas, os espaços naturais perdem seu equilíbrio biológico.

Além disso, existem prejuízos econômicos. O estado de SC é o maior exportador de mel do Brasil, e a morte das abelhas, além de afetar apiários próximos das lavouras, também pode gerar dúvidas no consumidor sobre a qualidade do mel catarinense, o que deve fazer as vendas caírem.

O Brasil na contramão do mundo

Por mais letais que sejam, os agrotóxicos (foram encontrados outros dois além do fipronil) são liberados para uso em lavouras. As substâncias são classificadas pelo Ministério da Saúde com a nota 2, que significa “altamente tóxico”. A classificação varia de 1, “extremamente tóxico”, a 4, “pouco tóxico”.

“O Brasil anda em marcha à ré em comparação ao resto do mundo. Substâncias que provocam mortes em animais e pessoas continuam no mercado. Sem contar que, somente neste ano, de janeiro a agosto, foram liberados 290 novos agrotóxicos. 40% desses venenos são proibidos em outros países”, diz a promotora Greicia Malheiros, que preside o Fórum de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos, órgão integrado por 80 instituições públicas e privadas.

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