Publicado em 6 de julho de 2020 por Laura Quariguazy - Meio ambiente
Pesquisadoras desenvolvem plástico comestível
A tecnologia já está em processo de licenciamento

Em busca de uma alternativa mais sustentável ao plástico convencional, pesquisadoras das áreas de química e alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um bioplástico composto por amido e gelatina que além de biodegradável é comestível.

O bioplástico foi obtido pelo processo de compressão mecânica chamado extrusão, em que amido e gelatina são inseridos em uma máquina onde são submetidos a alta pressão, sem adição de qualquer solvente. Em seguida, o material passa por um processo de sopro, que resulta em uma película, um filme, similar aos usados para proteger alimentos.

A pesquisadora Farayde Matta Fakhouri fez uma extensa pesquisa nas tecnologias disponíveis mundialmente e constatou que já existiam bioplásticos flexíveis, produzidos com outros polímeros biodegradáveis, mas não adequados para consumo.

“O nosso plástico é atóxico e pode ser utilizado em brinquedos e artigos infantis depois de higienizado. Deste modo, se uma criança levar à boca, não haverá problema”, explica a professora Lúcia Mei, uma das coordenadoras do trabalho.

A tecnologia já está em processo de licenciamento, com uma empresa interessada em colocar o bioplástico no mercado a curto prazo.

Com informações do Inovação Tecnológica.

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